domingo, outubro 15, 2006

Liberalizações no mercado da energia eléctrica

Para o caso de (ainda) alguém ter dúvidas sobre o efeito da liberalização do mercado de energia eléctrica, o caso americano, com uma experiência de 10 anos, pode ajudar. No New York Times de hoje (o acesso, apesar de gratuito, requer registo) saiu o 1º artigo de uma série sobre este assunto:
POWER PLAY
Competitive Era Fails to Shrink Electric Bills
By DAVID CAY JOHNSTON
A decade after the electricity business was opened to competition, the market has not produced a drop in prices.
Apenas uma breve citação:
[...] A decade after competition was introduced in their industries, long-distance phone rates had fallen by half, air fares by more than a fourth and trucking rates by a fourth. But a decade after the federal government opened the business of generating electricity to competition, the market has produced no such decline. [...]
[...] The disappointing results stem in good part from the fact that a genuinely competitive market for electricity production has not developed. [...]
Embora a analogia entre as telecomunicações e a energia eléctrica seja frequente, não há praticamente nada em comum entre as duas industrias actualmente.

Os resultados produzidos pela liberalização do mercado das telecomunicações, em termos de preços ao consumidor, resultam principalmente de mudanças tecnológicas revolucionárias no sector. Nada de semelhante ocorreu na produção e distribuição de energia eléctrica. Aliás, podemos esperar algo semelhante em relação ao sector da água, com resultados igualmente desastrosos para o bolso do consumidor. Neste caso, há ainda preocupações adicionais relativamente à garantia da qualidade do produto.

A única vantagem (admitindo que as empresas não entram em esquemas duvidosos de aumento desonesto de lucros...): pagar o custo real da energia eléctrica e da água que consumimos pode levar a poupanças e a uma redução da pegada ecológica (ver entrada neste blog), com efeitos agradáveis sobre a sustentabilidade global da nossa existência.

0 Comentários:

Enviar um comentário

Subscrever Enviar feedback [Atom]

<< Página inicial