domingo, maio 01, 2011

O elevado custo de pagar pouco aos professores

Claro que este artigo de opinião do New York Times se refere à realidade americana, mas não deixa de ser relevante.

Um excerto:
"People talk about accountability, measurements, tenure, test scores and pay for performance. These questions are worthy of debate, but are secondary to recruiting and training teachers and treating them fairly."
O problema em Portugal não é exactamente recrutar para a profissão docente os melhores licenciados (agora mestres) que saem das universidades, mas de algum modo conseguir atrair para os cursos de formação de professores alunos verdadeiramente interessados em ensinar e com bons antecedentes escolares. De facto, boa parte dos alunos dos cursos de formação de professores apenas os frequentam porque não conseguem ingressar noutros mais atractivos.

Em Portugal, a profissão docente ainda não atingiu o nível de falta de atractividade que já tem nos EUA, mas para lá caminha.

O ideal seria pensar a longo prazo e fazer como se tem feito na Finlândia, Singapura e Coreia do Sul, onde os professores são recrutados de entre os melhores que saem das universidades (veja-se o recente relatório produzido sobre este assunto pela McKinsey, disponível aqui).

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Polémico e provocativo

Ainda assim, vale a pena ler o artigo de opinião do New York Times intitulado "A New Measure for Classroom Quality".

Basicamente advoga que a qualidade do ensino é directamente proporcional ao tempo que o professor passa realmente a ensinar.

Assim, segundo a opinião deste autor (R. Barker Bausell):
"A focus on relevant instructional time also implies several further reforms: Lengthening the school day, week and year; adopting a near-zero-tolerance policy for disruptive behavior, which classroom cameras would help police; increasing efforts to reduce tardiness and absenteeism; and providing as much supplementary and remedial tutoring (the most effective instructional model known) as possible."
No mínimo, polémico.

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terça-feira, abril 26, 2011

Doentes, pacientes ou consumidores?

Doentes, pacientes ou consumidores de serviços de saúde? Vale a pena ler Paul Krugman no seu melhor, no New York Times.

Só um cheirinho:

"The idea that all this can be reduced to money — that doctors are just “providers” selling services to health care “consumers” — is, well, sickening. And the prevalence of this kind of language is a sign that something has gone very wrong not just with this discussion, but with our society’s values."

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sexta-feira, outubro 10, 2008

Crise financeira mundial

Que estamos perante uma crise financeira mundial já não restam dúvidas.

A questão é o que fazer para tentar evitar o que pode tornar-se a maior crise desde a Grande Depressão?

Um conjunto de especialistas editaram ontem uma publicação com as respectivas contribuições, numa perspectiva de tentar propor soluções que possam ser adoptadas este fim de semana na reunião do G7/8.

Tem o sugestivo título: "Rescuing Our Jobs And Savings: What G7/8 Leaders Can Do To Solve The Global Credit Crisis". O respectivo ficheiro PDF pode ser obtido livremente aqui.

Vale a pena ler, quanto mais não seja porque apresenta perspectivas de diversos autores e discute o problema a fundo, o que não me tem sido o caso na maior parte dos media.

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